Carta gráfica do Sub aos críticos passados

carta-gráfica EZLN

Vídeo que acompanha esse texto (youtube ;(

“El Santos contra la Tetona Mendoza”.
Interpretada por: Ely Guerra, Benny Ibarra, Carla Morrison, Moderatto, Fernando Rivera Calderón, Julieta Venegas, Quique Rangel, Camilo Lara e Juan Carlos Lozano.

Vídeo Solidariedad (youtube ;(

com que Carlos Salinas de Gortari iniciava, com o apoio dos grandes meios, sua transa chamada “Solidaridade” (mesma que será reeditada por EPN).

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EZLN anuncia seus passos seguintes: Comunicado de 30 de dezembro de 2012

66769_10151309246293706_1540829335_nCOMUNICADO DO COMITÊ CLANDESTINO REVOLUCIONÁRIO INDÍGENA-COMANDO GERAL DO EXÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL. MÉXICO.

30 DE DEZEMBRO DE 2012.

AO POVO DO MÉXICO:

AOS POVOS E GOVERNOS DO MUNDO:

IRMÃOS E IRMÃS:

COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS:

PASSADO O 21 DE DEZEMBRO DE 2012, EM HORAS DA MADRUGADA, DEZENAS DE MILHARES DE INDÍGENAS ZAPATISTAS NOS MOBILIZAMOS E TOMAMOS, PACIFICAMENTE E EM SILÊNCIO, 5 MUNICÍPIOS NO SUDOESTE ESTADO MEXICANO DE CHIAPAS.

NAS CIDADES DE PALENQUE, ALTAMIRANO, LAS MARGARITAS, OCOSINGO E SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, OS OLHAMOS E NOS OLHAMOS A NÓS MISM@S EM SILÊNCIO.

NÃO É A NOSSA MENSAGEM DE RESIGNAÇÃO.

NÃO É DE GUERRA, DE MORTE E DESTRUIÇÃO.

NOSSA MENSAGEM É DE LUTA E RESISTÊNCIA.

DEPOIS DO GOLPE DE ESTADO MIDIÁTICO QUE ACOBERTOU NO PODER EXECUTIVO FEDERAL À IGNORÂNCIA MAL-DISSIMULADA E PIOR MAQUIADA, NOS FIZEMOS PRESENTES PARA DEIXÁ-LOS SABER QUE SE ELES NUNCA SE FORAM, TAMPOUCO NÓS.

FAZ 6 ANOS, UM SEGMENTO DA CLASSE POLÍTICA E INTELECTUAL SAIU A BUSCAR UM RESPONSÁVEL PARA SUA DERROTA. NAQUELE TEMPO NÓS ESTÁVAMOS, EM CIDADES E COMUNIDADES, LUTANDO POR JUSTIÇA PARA UM ATENCO QUE NÃO ESTAVA ENTÃO DE MODA.

NESTE TEMPO PASSADO NOS CALUNIARAM PRIMEIRO E QUISERAM CALAR-NOS DEPOIS.

INCAPAZES E DESONESTOS PARA VER QUE EM SI MESMOS TINHAM E TÊM O GERME DE SUA RUÍNA, PRETENDERAM DESAPARECER-NOS COM A MENTIRA E O SILÊNCIO CÚMPLICE.

SEIS ANOS DEPOIS, DUAS COISAS FICAM CLARAS:

ELES NÃO NOS NECESSITAM PARA FRACASSAR.

NÓS NÃO NECESSITAMOS DELES PARA SOBREVIVER.

NÓS, QUE NUNCA NOS FOMOS MESMO QUE TENHAM SE EMPENHADO EM FAZER-LHES CRER PELOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE TODO O ESPECTRO, RESSURGIMOS COMO INDÍGENAS ZAPATISTAS QUE SOMOS E SEREMOS.

NESTES ANOS NOS TEMOS FORTALECIDO E TEMOS MELHORADO SIGNIFICATIVAMENTE NOSSAS CONDIÇÕES DE VIDA. NOSSO NÍVEL DE VIDA É SUPERIOR AO DAS COMUNIDADES INDÍGENAS AFINS AOS GOVERNOS EM TURNO, QUE RECEBEM AS MIGALHAS E AS DESPERDIÇAM EM ÁLCOOL E ARTIGOS INÚTEIS.

NOSSAS HABITAÇÕES MELHORARAM SEM LASTIMAR À NATUREZA IMPONDO-LHE CAMINHOS QUE SÃO ALHEIOS.

EM NOSSOS POVOADOS, A TERRA QUE ANTES ERA PARA ENGORDAR O GADO DE FZENDEIROS E LATIFUNDIÁRIOS, AGORA É PARA O MILHO, O FEIJÃO E AS VERDURAS QUE ILUMINAM NOSSAS MESAS.

NOSSO TRABALHO RECEBE A SATISFAÇÃO DUPLA DE PROVER-NOS DO NECESSÁRIO PARA VIVER HONRADAMENTE, E DE CONTRIBUIR AO CRESCIMENTO COLETIVO DE NOSSAS COMUNIDADES.

NOSSOS MENINOS E MENINAS VÃO À UMA ESCOLA QUE @S ENSINA SUA PRÓPRIA HISTÓRIA, A DE SUA PÁTRIA E A DO MUNDO, ASSIM COMO AS CIÊNCIAS E AS TÉCNICAS NECESSÁRIAS PARA ENGRANDECEREM-SE SEM DEIXAREM DE SER INDÍGENAS.

AS MULHERES INDÍGENAS ZAPATISTAS NÃO SÃO VENDIDAS COMO MERCADORIAS.

OS INDÍGENAS PRIÍSTAS VÃO AOS NOSSOS HOSPITAIS, CLÍNICAS E LABORATÓRIOS PORQUE NOS DO GOVERNO NÃO HÁ MEDICAMENTO, NEM APARATOS, NEM DOUTORES NEM PESSOAL QUALIFICADO.

NOSSA CULTURA FLORESCE, NÃO ISOLADA E SIM ENRIQUECIDA PELO CONTATO COM AS CULTURAS DE OUTROS POVOS DO MÉXICO E DO MUNDO.

GOVERNAMOS E NOS GOVERNAMOS A NÓS MESM@S, BUSCANDO SEMPRE PRIMEIRO O ACORDO ANTES DA CONFRONTAÇÃO.

TUDO ISTO SE CONSEGUIU NÃO SOMENTE SEM O GOVERNO, A CLASSE POLÍTICA E MEIOS QUE OS ACOMPANHAM, MAS TAMBÉM RESISTINDO A SEUS ATAQUES DE TODO TIPO.

TEMOS DEMONSTRADO, UMA VEZ MAIS, QUE SOMOS QUEM SOMOS.

COM NOSSO SILÊNCIO NOS FIZEMOS PRESENTES.

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AGORA COM NOSSA PALAVRA ANUNCIAMOS QUE:

PRIMEIRO.- REAFIRMAREMOS E CONSOLIDAREMOS NOSSO PERTENCIMENTO AO CONGRESSO NACIONAL INDÍGENA, ESPAÇO DE ENCONTRO COM OS POVOS ORIGINÁRIOS DE NOSSO PAÍS.

SEGUNDO.- RETOMAREMOS O CONTATO COM NOSSOS COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS ADERENTES À SEXTA DECLARAÇÃO DA SELVA LACANDONA NO MÉXICO E NO MUNDO.

TERCEIRO.- TENTAREMOS CONSTRUIR AS PONTES NECESSÁRIOS AOS MOVIMENTOS SOCIAIS QUE SURGIRAM E SURGIRÃO, NÃO PARA DIRIGIR OU SUPLANTAR, E SIM PARA APRENDER DELES, DE SUA HISTÓRIA, DE SEUS CAMINHOS E DESTINOS.

PARA ISSO TEMOS CONSEGUIDO O APOIO DE INDIVÍDUOS E GRUPOS EM DIFERENTES PARTES DO MÉXICO, CONFORMADOS COMO EQUIPES DE APOIO DAS COMISSÕES SEXTA E INTERNACIONAL DO EZLN, DE MODO QUE SE CONVERTAM EM CORREIAS DE COMUNICAÇÃO ENTRE AS BASES DE APOIO ZAPATISTAS E OS INDIVÍDUOS, GRUPOS E COLETIVOS ADERENTES À SEXTA DECLARAÇÃO, NO MÉXICO E NO MUNDO, QUE AINDA MANTÊM SUA CONVICÇÃO E COMPROMISSO COM A CONSTRUÇÃO DE UMA ALTERNATIVA NÃO INSTITUCIONAL DE ESQUERDA.

QUARTO.- SEGUIRÁ NOSSA DISTÂNCIA CRÍTICA FRENTE À CLASSE POLÍTICA MEXICANA QUE, EM SEU CONJUNTO, NÃO FEZ SENÃO CRESCER ÀS CUSTAS DAS NECESSIDADES E ESPERANÇAS DE GENTE HUMILDE E SIMPLES.

QUINTO.- A RESPEITO DOS MAUS GOVERNOS FEDERAIS, ESTATAIS E MUNICIPAIS, EXECUTIVOS, LEGISLATIVOS E JUDICIAIS, E MEIOS QUE OS ACOMPANHAM DIZEMOS O SEGUINTE:

OS MAUS GOVERNOS DE TODO O ESPECTRO POLÍTICO, SEM EXCEÇÃO ALGUMA, FIZERAM TODO O POSSÍVEL PARA DESTRUIR-NOS, PARA NOS COMPRAR, PARA NOS RENDERMOS. PRI, PAN, PRD, PVEM, PT, CC E O FUTURO PARTIDO DE RN, NOS ATACARAM MILITAR, POLÍTICA, SOCIAL E IDEOLOGICAMENTE.

OS GRANDES MEIOS DE COMUNICAÇÃO TENTARAM NOS DESAPARECER, COM A CALÚNIA SERVIL E OPORTUNISTA PRIMEIRO, COM O ASTUTO E CÚMPLICE SILÊNCIO DEPOIS. A QUEM SERVIAM E DE CUJOS DINHEROS SE AMAMENTARAM JÁ NÃO ESTÃO. E AQUELES QUE AGORA OS RELEVAM NÃO DURARÃO MAIS QUE SEUS ANTECESSORES.

COMO TEM SIDO EVIDENTE EM 21 DE DEZEMBRO DE 2012, TODOS FRACASSARAM.

RESTA ENTÃO AO GOVERNO FEDERAL, EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIAL, DECIDIR SE REINCIDE NA POLÍTICA CONTRAINSURGENTE QUE SOMENTE CONSEGUIU UMA DÉBIL SIMULAÇÃO TORPEMENTE SUSTENTADA NO MANEJO MIDIÁTICO, OU RECONHECE E CUMPRE SEUS COMPROMISSOS ELEVANDO À CATEGORIA CONSTITUCIONAL OS DIREITOS E AS CULTURAS INDÍGENAS, TAL E COMO FOI ESTABELECIDA NOS CHAMADOS “ACORDOS DE SAN ANDRÉS”, FIRMADOS PELO GOVERNO FEDERAL EM 1996, ENCABEÇADO ENTÃO PELO MESMO PARTIDO AGORA NO EXECUTIVO.

RESTA AO GOVERNO ESTATAL DECIDIR SE CONTINUA A ESTRATÉGIA DESONESTA E RUIM DE SEU ANTECESSOR, QUE ALÉM DE CORRUPTO E MENTIROSO, USOU O DINHEIRO DO POVO DE CHIAPAS PARA SEU PRÓPRIO ENRIQUECIMIENTO, E DE SEUS CÚMPLICES, E SE DEDICOU À COMPRA DESCARADA DE VOZES E ESCRITOS NOS MEIOS, ENQUANTO COLOCAVA O POVO DE CHIAPAS NA MISÉRIA, AO MESMO TEMPO QUE FAZIA USO DE POLICIAIS E PARAMILITARES PARA TRATAR DE FREIAR O AVANÇO ORGANIZATIVO DOS POVOS ZAPATISTAS; OU, MUDA, COM VERDADE E JUSTIÇA, ACEITA E RESPEITA NOSSA EXISTÊNCIA E SE SOMA À IDÉIA DE QUE FLORESCE UMA NOVA FORMA DE VIDA SOCIAL EM TERRITÓRIO ZAPATISTA, CHIAPAS, MÉXICO. FLORESCIMENTO QUE ATRAI A ATENÇÃO DE PESSOAS HONESTAS EM TODO O PLANETA.

RESTA AOS GOVERNOS MUNICIPAIS DECIDIR SE SEGUEM TRAGANDO AS RODAS DE MOINHO COM AS QUE AS ORGANIZAÇÕES ANTIZAPATISTAS OU SUPOSTAMENTE “ZAPATISTAS” OS EXTORQUE PARA AGREDIR A NOSSAS COMUNIDADES; OU MELHOR USAM ESSES DINHEIROS PARA MELHORAR AS CONDIÇÕES DE VIDA DE SEUS GOVERNADOS.

RESTA AO POVO DO MÉXICO QUE SE ORGANIZA EM FORMAS DE LUTA ELEITORAL E RESISTE, DECIDIR SE SEGUE VENDO EM NÓS COMO INIMIGOS OU RIVAIS NOS QUAIS DESCARREGAR SUA FRUSTRAÇÃO PELAS FRAUDES E AGRESSÕES QUE, AO FINAL, TODOS PADECEMOS, E SE EM SUA LUTA PELO PODER CONTINUAM ALIANDO-SE COM NOSSOS PERSEGUIDORES; OU RECONHECEM POR FIM EM NÓS OUTRA FORMA DE FAZER POLÍTICA.

SEXTO.- NOS PRÓXIMOS DIAS O EZLN, A TRAVÉS DE SUAS COMISSÕES SEXTA E INTERNACIONAL, DARÁ A CONHECER UMA SÉRIE DE INICIATIVAS, DE CARÁTER CIVIL E PACÍFICO, PARA SEGUIR CAMINHANDO JUNTO A OUTROS POVOS ORIGINÁRIOS DO MÉXICO E DE TODO O CONTINENTE, E JUNTO ÀQUEL@S, NO MÉXICO E NO MUNDO INTEIRO, RESISTEM E LUTAM ABAIXO E À ESQUERDA.

IRMÃOS E IRMÃS:
COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS:

ANTES TIVEMOS A BEM-AVENTURANÇA DE UMA ATENÇÃO HONESTA E NOBRE DE DISTINTOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. OS AGRADECEMOS ENTÃO. MAS ISSO FOI COMPLETAMENTE APAGADO COM SUA ATITUDE POSTERIOR.

AQUELES QUE APOSTARAM QUE SOMENTE EXISTÍAMOS MIDIÁTICAMENTE E QUE, COM O CERCO DE MENTIRAS E SILÊNCIO, DESAPARECERÍAMOS, SE EQUIVOCARAM.

QUANDO NÃO HAVIAM CÂMERAS, MICROFONES, ESCRITOS, OUVIDOS E OLHARES, EXISTÍAMOS.

QUANDO NOS CALUNIARAM, EXISTÍAMOS.

QUANDO NOS SILENCIARAM, EXISTÍAMOS.

E AQUI ESTAMOS, EXISTINDO.

NOSSO ANDAR, COMO FOI DEMONSTRADO, NÃO DEPENDE DO IMPACTO MIDIÁTICO, SENÃO DA COMPREENSÃO DO MUNDO E DE SUAS PARTES, DA SABEDORIA INDÍGENA QUE REGE NOSSOS PASSOS, DA DECISÃO INQUEBRANTAVÉL QUE DÁ À DIGNIDADE DE ABAIXO E À ESQUERDA.

A PARTIR DE AGORA, NOSSA PALAVRA COMEÇARÁ A SER SELETIVA EM SEU DESTINATÁRIO E, SALVO EM CONTADAS OCASIÕES, SOMENTE PODERÁ SER COMPREENDIDA POR AQUELES QUE CONOSCO CAMINHARAM E CAMINHAM, SEM RENDER-SE ÀS MODAS MIDIÁTICAS E CONJUNTURAIS.

AQUI, COM NÃO POUCOS ERROS E MUITAS DIFICULDADES, JÁ É UMA REALIDADE OUTRA FORMA DE FAZER POLÍTICA.

POUCOS, MUITO POUCOS, TERÃO O PRIVILÉGIO DE CONHECÊ-LA E APRENDER DELA DIRETAMENTE.

FAZ 19 ANOS OS SURPREENDEMOS TOMANDO COM FOGO E SANGUE SUAS CIDADES. AGORA O FIZEMOS DE NOVO, SEM ARMAS, SEM MORTE, SEM DESTRUIÇÃO.

NOS DIFERENCIAMOS ASSIM DAQUELES QUE, DURANTE SEUS GOVERNOS, REPARTIRAM E REPARTEM A MORTE ENTRE SEUS GOVERNADOS.

SOMOS OS MESMOS DE 500 ANOS ATRÁS, DE 44 ANOS, DE 30 ANOS, DE 20 ANOS, DE APENAS ALGUNS DIAS.

SOMOS OS ZAPATISTAS, OS MENORES, OS QUE VIVEM, LUTAM E MORREM NO ÚLTIMO RINCÃO DA PÁTRIA, OS QUE NÃO CEDEM, OS QUE NÃO SE VENDEM, OS QUE NÃO SE RENDEM.

IRMÃOS E IRMÃS:
COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS:

SOMOS @S ZAPATISTAS, RECEBAM NOSSO ABRAÇO.

¡DEMOCRACIA!

¡LIBERTADe!

¡JUSTIÇA!

Desde as montanhas do Sudoeste Mexicano.
Pelo Comitê Clandestino Revolucionário Indígena – Comando Geral do Exército Zapatista de Libertação Nacional.

Subcomandante Insurgente Marcos.
México. Dezembro de 2012 – Janeiro de 2013.

fonte: http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2012/12/30/el-ezln-anuncia-sus-pasos-siguientes-comunicado-del-30-de-diciembre-del-2012/

veja vídeos sobre a insurgência do 21 de dezembro em http://passapalavra.info/?p=69822

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Não @s conhecemos?

EJÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL. MÉXICO. 29 de Dezembro de 2012.

A quem corresponda lá em cima:

“Crêem que estão com o bando ganhador… assim que, além de traidores, são idiotas. ”
Tyrion Lannister em Canção de Gelo e Fogo. Tomo II: “Choque de Reis”. George R.R. Martin.

” —Um leitor vive mil vidas antes de morrer —disse Jojen—. Aquele que nunca lê vive somente uma.”
Jojen Reed em Canção de Gelo e Fuego. Tomo V: “Dança de Dragões”. George R.R. Martin. (Jojen Reed aparecerá na terceira temporada da série de HBO “Jogos de Tronos”. O personagem será interpretado por Thomas Brodie-Sangster. Nota elucidada por Marquitos Espalhador).

“—Se alguém desenha em si mesmo um alvo no peito —disse Tyrion depois de sentar-se e beber um gole de vinho— tem que ser consciência de que tarde ou cedo lhes vão a soltar flechas.”

“—A todos nos faz falta que nos enganemos, de vez em quando, Lord Mormont —replicou Tyrion encolhendo os ombros—. Ao contrário, começamos a nos tomar demasiadamente sérios.”
Tyrion Lannister con os mandatos de Guarda da Noite. Em “Canção de Gelo e Fogo”, Tomo I: “Jogo de Tronos”.

“Que se acabem os bonitos / mais vale feio e saboroso / que ser bonito e baboso”
Botellita de Jerez.

Damas e cavaleiros?

Quando vimos a nota pensamos que era uma inocente carta de 28 de dezembro, mas vimos que está datada o 24 do mesmo mês.

Será que não nos conhecemos? Mmh… mmh… vejamos:

Enrique Peña Nieto. Nasceu em Atlacomulco, Estado do México? Não é o parente de Alfredo Del Mazo e Arturo “mãs largas” Montiel?

Não é quem ditou, conluiado ao governo municipal perredista de Texcoco, a remoção dos floristas e a apreensão do dirigente da Frente dos Povos em Defesa da Tierra, Ignacio del Valle, em maio de 2006?

Não é quem lançou a seu cachorro de isca e delinquente, Wilfrido Robledo Madrid, para atacar o povoado de San Salvador Atenco e ordenou seus policiais à agressão sexual contra as mulheres? Não é o assassino intelectual de Javier Cortés e Alexis Benhumea? Não foi a Suprema Corte de Justiça da Nação a que ditou que os 3 níveis de governo (observem: governo federal: PAN; governo estatal: PRI; governo municipal: PRD) sim implicavam em violações graves às garantias individuais da população?

Não é quem fez um trágico ridículo com o caso da menina Paulette, mais conhecido como “o caso del colchão assassino”?

Não é quem de jactou da violência policíaca em San Salvador Atenco e com sua atitude soberba, esquecendo que estava frente a frente com jovens críticos e não um set de televisão, desde seu posto de comando localizado no banheiro da Ibero, ordenou caluniar aos incorfomados e detonou assim o
movimento juvenil-estudantil depois conhecido como #yosoy132?

Não é aquele que, como primeiro ato de governo, e agora em couio com o governo perredista do DF, ordenou a repressão contra as manifestações de 1 de dezembro deste ano e que derivou na detenção, tortura e encarcelamento de inocentes?

Não é aquele que não leu bem nem o teleprompter que o acompanha ainda antes do golpe de Estado midiático de 1 de julho de 2012?

Não é aquele quem agora quer esconder-se atrás das saias da suposta parentagem do reiterado defunto, como se de uma telenovela chinfrim se tratasse?

Ouçam, e já que estamos neste tema de telenovelas, qual será a moda moda sexenal? Digo, com Echeverría foram goiabas; com López Portillo, as águas frescas; com De la Madrid, o cinza rata; com Salinas de Gortari, o prozac; com Zedillo, os maus chistes; com Fox, as ocorrências; com Calderón, o sangue… e com Peña Nieto? ”Amores verdadeiros”? Fuiiii… já de plano.

Bem, perdão, sigamos com nosso desconhecimento:

Emilio Chuayffet Chemor. Não foi chefe de Enrique Peña Nieto e seu “mestre”? Não foi Secretário de Governo com Ernesto Zedillo? Não é o tontinho que, em 1996, disse à Cocopa que o governo federal aceitava sua iniciativa de lei e que na cruamente se retratou? Não foi um dos responsáveis intelectuais do massacre de Acteal em dezembro de 1997? Não foi o que quis impor a moda dos == “copetitos coquetos” ==entre os priístas e o único que o secundou foi o então pupilo Enrique Peña Nieto?

Pedro Joaquín Coldwell. Não era comissionado governamental para a paz em Chiapas quando ocurreu o massacre de Acteal e ficou calado e seguiu recebendo por não fazer nada?

Rosario Robles Berlanga. Não foi a chefa de governo do DF pelo PRD? Não se jactou da repressão que sua polícia empreendeu várias vezes contra os jovens estudantes da UNAM, na greve de 1999-2000? Não foi quem, presidindo o PRD, vendeu em todos os sentidos o seu partido? Não é agora a encarregada de brigar aos/às Bejarano com o corporativismo no DF e em toda a república?

Alfonso Navarrete Prida. Não foi quem encobriu primeiro o ajuste de contas do crime organizado que derivou no assassinato de Enrique Salinas de Gortari (psss, levam-se pesadamente entre vocês, hein?) e logo exonerou a Arturo “maõs largas” Montiel?

Miguel Ángel Osorio Chong. Não foi acusado de desviar fundos governamentais ao PRI? Não foi aberto na PGR uma averiguação prévia PGR/SIEDO/UEIDORPIFAM/185/2010 por vínculos com a organização criminosa “Los Zetas”? (Ah, mudança de estratégia no combate ao narcotráfico?)

(Ops, estou vendo agora que um dos irmãos da subsecretaria de Imigração, População e Assuntos Religiosos, da Secretaria de Governo a cargo do senhor Osorio Chong, não tem uma senão várias averiguações prévias -várias delas com o selo de “cancelada por ausência do indiciado”, logo outro selo de “sempre não está morto”, e logo outro de “pois resulta que sim está bem morto”, e assim… mmh… 18 vezes. O último selo de “capaz que por aí anda o condenado” é de 21 de dezembro de 2012, e uma nota escrita a mão que diz “ativação pendente, esperar indicações de CSG.”… mmh… o que será que quer dizer essas iniciais? Tambén mudaram o nome a PGR? Ao fim, avisem ao == tampiquenho == não?).

Claro, vocês me dirão que não, estas pessoam mandam, que em realidade é Carlos Salinas de Gortari quem dita à Enrique Peña Nieto o que deve-se fazer (ah!, o que seria deste país se não houvesse sido inventado o teleprompter?).

Ok, ok, ok. Carlos Salinas de Gortari. Não é aquele que saqueou como nenhum outro as riquezas nacionais durante seu mandato? (sim, já sei que todos são uns ladrões, mas digamos que há amadores e professionais). Não é aquele quem devastou o campo mexicano com suas reformas ao artigo constitucional 27? Não é aquele pelo qual amargamos o brinde de ano novo na madrugada de 1994? Não é quem viu destroçados seus sonhos ditatoriais por uns rifles de madeira? Não é quem mandou assassinar a Luis Donaldo Colosio Murrieta? Não é quem fez o ridículo com sua greve de fome em 1995? Não é quem, no último 21 de dezembro, perguntaca frenético pelo telefono vermelho: “Que dizem?, que dizem?” e quem sentiu um calafrio em suas costas quando o responderam: “nada, estão em absoluto silêncio”?

Tod@s vocês, não são o/as que sempre optaram pela violência por cima do diálogo?

Aquel@s que sempre recorrem à força quando não têm razão?

Aquel@s que fizeram escola de corrupção e ruindade em todos os partidos políticos?

Não são os que têm se negado a cumprir os Acordos de San Andrés que significariam o reconhecimento constitucional dos direitos e as culturas indígenas, e acabariam com as remoções disfarçadas de mineradoras, aquadutos, presas, balneários, rodovias, fracionamentos?

Não são vocês quem, junto com seus companheir@s da classe política, se parecem a esses assessores de segurança que, nos grandes edifícios, tratam de convencer aos inquilinos dos andares medianos, altos e a cobertura, de que não correm perigo enquanto dinamitan os pisos abaixo, a planta baixa e o sotão? Por certo, há alguém que acredite?

Vocês, que tantas vezes me mataram, declaram morto, extinto, defunto, finado, cadáver, desaparecido, derrotado, vencido, rendido, comprado, aniquilado, pensam que alguém vai acreditar em vocês quando seja verdade que, como no amor, em corpo e alma me entreguei à morte e seja só um pouco mais de terra na terra?

Se responderam “não” a qualquer das perguntas, então têm razão: não os conhecemos.

Desde as montanhas do Sudoeste Mexicano.

Subcomandante Insurgente Marcos.
México, Dezembro de 2012.

P.D. QUE REITERA.- Já sei que já sabem, mas convém que o recordem: não temos medo de vocês. Ah, e não somos os únicos.

P.D. QUE, GENEROSA, OFERECE AOS MAUS GOVERNOS UM MANUAL DE 10 PASSOS (observem: de fácil leitura, não espantem-se), PARA IDENTIFICAR A UM/A ZAPATISTA E SABER SE PODE DIZER OU NÃO QUE “SE TÊM CONTATOS COM O EZLN”:

1.- Se pede dinheiro ou projetos a qualquer dos 3 níveis de governo, NÃO É ZAPATISTA.
2.- Se estabelece um canal de comunicação direto sem anunciá-lo antes publicamente, NÃO É ZAPATISTA.
3.- Se pede para falar ou fala diretamente com qualquer dos 3 níveis de governo sem anunciá-lo antes publicamente, NÃO É ZAPATISTA.
4.- Se quer um cargo, nomeação, homenagens, prêmios, etc., NÃO É ZAPATISTA.
5.- Se tem medo, NÃO É ZAPATISTA.
6.- Se vende a si mesm@, rende-se ou submete-se, NÃO É ZAPATISTA.
7.- Se toma a si mesm@ muito a sério, NÃO É ZAPATISTA.
8.- Se não provoca calafrios ao vê-l@, NÃO É ZAPATISTA,
9.- Se não dá a sensação de que diz mais com o que cala, NÃO É ZAPATISTA.
10.- Se é um fantasma dos que se desvanecem, NÃO É ZAPATISTA.

P.D. QUE SE DESCULPA.- Oh, sei que esperavam algo mais sério e formal. Mas, não é o estilo e tom desta missiva melhor “prova de vida” que uma foto ou um vídeo, até mais que a assinatura?

A P.D. LHE ENTREGA UM HAIKU DE MARIO BENDETTI AO SUPMARCOS: “não quero ver-te / pelo resto do ano / ou seja até a terça”.

fonte: http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2012/12/30/no-los-conocemos/

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Carta a Luis Héctor Álvarez

EJÉRCITO ZAPATISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL.MÉXICO.

Novembro – Dezembro de 2012.
“Quase todos os homens preferem negar a verdade antes de enfrentar-se a ela.” Tyrion Lannister a Jon Snow.

“Se não tem nada que temer, um covarde não se distingue em nada de um valente. E todos cumprimos com nosso dever quando não nos custa nada. Nestes momentos,
seguir o caminho da honra nos parece muito simples. Mas na vida de todo homem, cedo ou tarde, chega um dia em que não é simples, e tem que eleger.” Mestre Aemon Targaryen a Jon Snow.

Para: Luis Héctor Álvarez Álvarez.
Em algum lugar de México (isso espero).

De: Subcomandante Insurgente Marcos.
Chiapas, México.

Senhor Álvarez…

Errr… Permita-me um momento, senhor Álvarez, esta parte é para explicar um pouco de onde vêm as epígrafes:

As citações são do livro: Canção de Gelo e Fogo. Tomo I: Jogo de Tronos. 1996. George R.R. Martin. A série televisiva Jogo de Tronos, que toma o nome do primeiro tomo da saga, não está nada mal (Peter Hayden Dinklage, quem dá imagem e voz a Tyrion Lannister, sobresai, paradoxicamente, por cima dos demais atores e atrizes; Jon Snow é interpretado por Kit Harington, e o Mestre Aemon Targaryen por Peter Vaughan) e as 2 primeiras temporadas se podem conseguir a módico preço com seu vendedor de dvd favorito (diga sim à pirataria).

O dvd que vi foi um presente involuntário do comércio informal no Eixo Central, México D.F., (a dizer, alguém o comprou aí e me mandou)… ups, o governo de “esquerda” do DF vai me aplicar o artigo 362, porque, aceitem-no, dá para tudo (seriam a inveja de Gustavo Díaz Ordaz… oh, oh, esse artigo foi proposto em 2002 pelo então chefe de governo do DF, Andrés Manuel López Obrador, e apoiado pela ALDF de maioria perredista… mmh… esta parte não a coloquem… não vão dizer que estou a serviço da direita… já vêem que sempre me preocupa em extremo o que se diz de mim.)

Um pouco pixelada a imagem, mas se vê e se escuta bem. Bom preço, me dizem; em todo caso, mais barato que pagar HBO, e sem a ansiedade de ter que esperar a semana seguinte para saber o quê passou com o pequeno Bran (Isaac Hempstead Wright), ou com a deslumbrante Daenerys Targaryen (Emilia Clarke).

Sem dúvida eu também os recomendaria ler os livros -sim, já sei que a moda sexenal não é ler livros e que é mais barato o gel para o cabelo-, mas uma vantagem é que pode-se tomar un curso de filosofia prática (ah, os paradoxos) com os diálogos de Tyrion Lannister (quem, segundo me dizen, é uma projeção literária do senhor George R. R. Martin). Outra vantagem é que podem “espalhar” (oo como se diga) a ==mansalva== em seus blogs favoritos. Mesmo que se ganhe a inimizade de muit@s, seus pontos (mesmo negativos) por postear subirão apreciavelmente. Isso sim, não abusem, porque se os ocorre dizer que em “Dança de Dragões”… ok… ok…ok… me calo… diga não ao espalhamento.

De nada.
Atentamente:
Marquitos Espalhador.

Agora sim:

Senhor Álvarez Álvarez:

A presente não é somente para reafirmar o que o silêncio multitudinário do 21 de dezembro deve ter deixado claro a você, à classe política e ao governo de Ação Nacional, em geral, e a Felipe Calderón Hinojosa em particular:

Fracassaram.

Oh, não há drama. Já outros governos já tinham tentado antes.. e seguirão tentando.

Mas, senhor Álvarez, seu fracasso não deve buscá-lo em nós, nem sequer no pouco professionalismo de seu nada inteligente serviço de inteligência (mesmo que agora saibam que foram e são uns sem-vergonha). Quem pensa que um zapatista, qualquer um de nós, acudiria a um governo de criminosos para pedir ajuda se estivesse doente? Quem pode pensar racionalmente que os zapatistas se levantaram por dinhero?

Somente a mentalidade de conquistador demodé (cujo melhor exemplo é Diego Fernández de Cevallos) que os inculcam em seu partido político, Ação Nacional, pode haver-lhes permitido tragar-se com entusiasmo essa roda de moinho.

E não se necessitava inteligência, senão minimamente ler os jornais ou escutar os noticiários de antes: os bandidos que se apresentarão diante de você como “amigos próximos ao Sup Marcos”, são os mesmos que simularam uma rendição e “entrega de armas” ao nefasto Croquetas Albores em 1998, simulando ser zapatistas, e que são alguns conhecidos comparsas que já não enganam ninguém… bem, a você sim. Quanto os tiraram? A diferença é que Croquetas sabia que era um tatro e pagou por ele (e para que os meios apresentassem o balneario do Jataté, fora da rodovia municipal de Ocosingo, como se fosse “na selva lacandona”), e a você não só o enganaram, mas até o colocou em um livro.

E não conformado com isso, convida você, na apresentação deste libro, a Felipe Calderón Hinojosa, bêbado de sangue e álcool, que não somente balbuciou incoêrencias, mas também distribuiu aos meios a versão estenográfica. Claro que os meios cobraram dobrado: não por publicá-la, mas por não publicá-la, posto que era patente o estado de ebriedade de quem proferiu essas palavras. Creio que agora é claro que Felipe Calderón Hinojosa mentiu até o último minuto e que é uma invençãon descarada o que assinala em seu último informe de governo. O único acercamento que teve seu governo com “representantes e enviados do EZLN” foi aquele de seus exércitos, polícias, juizes e paramilitares.

Mas, bem, agora já sabe, senhor Álvarez, o que é ser desprezado pelo que o implacável calendário viu.

Como os indígenas, xs idosos são desprezados. E como símbolo desse desprezo, vão as monedas das migalhas, ou, em seu caso, o afronto do engano, o insulto de ser ignorado, as chacotas às suas costas.

Mas há uma diferença, uma diferença pequena, mas dessas que fazem girar a roda da história: enquanto você pagou (com dinheiro que não era seu, seja dito) por ser burlado (e até fazer um livro); nós homens e mulheres, indígenas e zapatistas, castigamos seu desprezo com nosso silencioso e alargado andar.

Porque bem sabemos que também o vendem a idéia de que será recordado por sua luta pela democracia (em realidade, sua luta por poder, mas ali acima gostam de transtornar ambos os termos), mas não. Mesmo que pouco, poderia ser recordado por haver sido cúmplice (ou funcionário, dá no mesmo) do governo mais criminoso que, desde Porfirio Díaz, este país padeceu.

E aqui, em terras indígenas zapatistas, poderia ser lembrado como parte de um governo a mais que tratou de nos render (ou comprar, é o mismo) e, como foi evidente pelo estridente silêncio de São Cristóbal de Las Casas, Altamirano, Las Margaritas, Palenque e Ocosingo, um mais que fracassou.

Porque a classe política e aqueles que vivem de sua estupidez, haverão de apagar-se sem que ninguém os leve em conta (se por acaso, somente para agradecer que já não estorvem), e nada serão, como não sejam um número a mais na dilatada lista dos enganados pelo sonho de serem “históricos”.

E repare que não questionamos sua moralidade. É sabido que toda gangue de criminosos, como a que você serviu esses anos, busca a quem lhes dê um rosto amável e bondoso, com esse rosto uma cartada, ocultando sua identidade depredadora.

Creio que já o sabes senhor Álvarez, no topo de todo o espectro político, todos são iguais. Mesmo que algumas e alguns ingênu@s venham a descubrir até que padeçam a injustiça em carne própia, enquanto a ignoraram quando essa injustiça se repartia cotidianamente em outras geografias próximas ou longínquas.

Seus companheiros de partido, que lucraram com o sangue de inocentes, e agora lamentam que para o mercado houvera pessoas que pagaram-cobraram mas, todos, não são senão um bando de criminosos que feze faz grotescas contorsões ao desatinado ritmo que os meios lhes marcam.

Orgulha-se se haver sido parte de uma equipe com um quadrilheiro como Javier Lozano Alarcón, que teve que esconder-se no senado para não ser chamado a acertar contas com a justiça? Você sente-se bem por ter sido companheiro de Juan Francisco Molinar Horcasitas, um criminoso com as mãos manchadas de sangue de jovens?

E, mesmo que as vezes os paradoxos sejam cômicos, outras são trágicos.

Seu partido político, Ação Nacional, foi um dos que encabeçaram, desde o amanhecer de 1994, os gritos histéricos contra nós, pedindo que nos aniquilassem, porque ameaçávamos consumir o país em um banho de sangue. E resultou que foram vocês, tornados governo, aqueles que extenderam o terror, a angústia, a destruição e a morte a tpds os rincões do nosso já maltratado país.

E o que me diz quando os membros da bancada de seu partido (junto com a do PRI e do PRD), votaram contra os Acordos de San Andrés pelos quais você trabalhou, advertindo que esses acordos significavan a fragmentação do país. E foi seu partido, senhor Álvarez, quem entrega uma Nação em cacos.

Mas console-se, senhor Álvarez, o afã dos seus de passar à história será recompensado. Terão uma linha, talvez, entre os passados por trapaceiros.

Mas também nas páginas dos livros de história e geografia, nas escolas zapatistas, em um parágrafo se lerá:

“O mal governo de Felipe Calderón Hinojosa é conhecido como o que levou a morte absurda à todos os rincões do México, ofereceu à vítimas e algozes a injustiça, e deixou, como sangrento auto- homenagem o crime feito cogoverno, seu monumento. Se Porfirio Díaz deixou o Anjo da Independência, Felipe Calderón deixou a Estrela de Luz. Sem querer, ambos anunciaram assim o fim de um mundo, e mesmo que demore, demorará a enterder.”

Sugriro a você que agregue um epílogo a seu livro. Algo como: “Devo reconhecer que pode-se ser um péssimo aluno das comunidades indígenas zapatistas. Sem dúvida digo, depois de escutar seu estrondoso silêncio, que aprendi o principal: que não importa que usemos bombas, balas, coletes, golpes, mentiras, projetos, dinhero, que compremos os meios de comunicação de massa para que gritem falsidades e calem verdades, o resultado sempre é o mesmo: os zapatistas não ==claudicam==, não se vendem, não se rendem e… surrpresa!… não desaparecem”.

Porque a história, senhor Álvarez, seguirá repetindo-se uma e outra vez: reaparecerão rebeldes em todos os rincões e, talvez, com elas, aparecerão seus Marios Benedetti, seus Marios Payeras, seus Omares Cabezas, seus Carlos Montemayor. E talvez os Eduardos Galeano dessas chuvas os lhevarão ou não a dar-se conta.

E também haverá janelas, com ou sem marcos.

E você, senhor Álvarez, seguirá somando-se, olhando-nos sem nos ver, e sem dar-se conta de que, nesse somar-se ao mundo por vir, estão irremediavelmente fora.

Creio que não colocou em seu livro, mas recorde-se que uma vez lhe disse que os zapatistas valemos muito, mas não temos preço. E “não confunda valor e preço” (não, isto não foi dito por Carlos Marx, e sim Juan Manuel Serrat).

Sem dúvida, senhor Álvarez, recordando os momentos de firme dignidade que você teve, e dos quais fui testemunha quando trabalhou na Comissão de Concórdia e Pacificação, ainda pode mudar isso:

Deixe o seu partido e o que representa, abandone a essa classe política que não fez nada senão converter-se em um parasita insaciável. Você é de Chihuahua. Vá à Sierra Tarahumara, peça para entrar em uma das comunidades rarámuris. Talvez não lhes deixem ficar, já não está o íntimo amigo Ronco para preguntar-lhe. Mas talvez sim o deixem ficar alguns dias. Ali, com eles, aprenderá você o fundamental do coração indígena, da luta e esperança dos povs originários do México. Depois de tudo, não chama assim seu livro?

Vá senhor Álvarez Álvarez, a esse ou a qualquer povo indígena que o aceite depois de renunciar ao que é agora. Aí será respeitado (e não mal-tolerado) por sua idade e, sobretudo, aprenderá que para os povo índios do México, “dignidade” é um verbo que se conjuga no presente desde mais de 500 anos… e os que faltam.

Vá, talvez neste dia há de escolher. E em seu caso não é nada simples, porque se trata de eleger entre um mundo ou outro. Que não o detenha ou mal aconselhe a idade. Olhemos para nós, temos mais de 500 anos e ainda aprendemos.

Se não o faz, ao menos terá conhecido por si mesmo a verdade que está contida nas 17 sílabas deste Haiku de Mario Benedetti:

“Quem diria,
os débeis de verdade
nunca se rendem”

Vale. Saúde e escutou?… “há poucas coisas / tão ensurdecedoras / como o silêncio” (sim, também Haiku e também de Mario Benedetti).

Desde as montanhas do Sudoeste Mexicano.

Subcomandante Insurgente Marcos.
México, Dezembro de 2012.

http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2012/12/30/carta-a-luis-hector-alvarez-alvarez/

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A Outra Campanha

A Outra Campanha é uma articulação aberta aos grupos, movimentos e companheiros interessados em construir uma outra forma de fazer política, com base no protagonismo e na luta popular. É na luta que se cria o poder popular, que fazemos valer nossos direitos e arrancamos das elites políticas e econômicas as conquistas. A Outra Campanha Brasil é inspirada em La Otra Campaña organizada pelos zapatistas e espalhada pelo mundo.

http://outracampanhabrasil.blogspot.com.br/

Discurso de lançamento da campanha no México em 2006

Primera parte
(preparado por los estados del norte del país)

Ante el capitalismo, sistema que todo lo convierte en mercancía, y que
tiende a negar, reprimir y aniquilar nuestra cultura, nuestro pueblo ha
demostrado a lo largo de más de 500años —y desde 1848 en el caso del
México ocupado— una férrea cultura de resistencia.
Muchos han caído ante la presión aplastante de una realidad que sólo
permite la expresión cultural hegemónica, meros espectáculos para turistas
y pretexto para vender mercancías y, en no pocos casos, personas.
Pero la Otra Campaña está creando y desarrollando una nueva cultura,
basada en principios humanistas como la libertad, el respeto mutuo, el
amor y la solidaridad.
Estos conceptos, despreciados y combatidos por los que controlan el poder
político, económico y cultural, son los que impulsamos quienes nos
ubicamos abajo y a la izquierda.
Arriba, los pocos, los poderosos, se dirigen hacia el abajo, para decir
sus mismas mentiras de siempre, los mismos engaños, el mismo desprecio.
Arriba, el odio hacia el débil y la débil, la mujer. Arriba el maltrato,
el desprecio, los golpes, la violación, el asesinato. Arriba, la cultura
política de la corrupción, del favoritismo, del que paga manda.
Arriba, dicen que la obra cultural y el artista son una cosa más, que se
vende y se reparte.
Dicen que son los dueños del aire y no sólo del aire, sino de las voces
que en él caminan y se buscan, porque con la ley Televisa, y sus otras
mañas y sus planes, quieren que sólo se escuche su radio, su tele, que es
la misma tontería de siempre que engaña y miente. Arriba imponen la forma
de comunicarse con una misma lengua, con una misma música, con una misma
información, al mismo ritmo, machacando un único pensamiento.
Arriba, se promueve el desprecio al diferente, al cholo, al ñero, al
mugroso, a la jóvena, al gay, a la lesbiana, al travesti, al transexual,
al que en su propio modo es diferente. Arriba dicen que el ser joven es
escuchar la música que ellos dicen, vestir como mandan, hablar como hablan
y hasta amar como dicen.
Arriba proponen que todo sea una cosa, y que como cosa se le etiquete y se
le venda, arriba el consumismo dice lo que hay que comprar y cuánto, y a
qué precio.
Arriba dicen que cada quien solo, que cada quien con lo suyo.
Arriba, los institutos del poder se especializan en comprar conciencias y
corromper el pensamiento libre, porque también al servicio de los de
arriba están intelectuales y artistas legitimando el arriba,
intercambiando guiños y caricias con los poderosos.
Arriba con sus escuelas y sus universidades al modo de arriba quieren
imponer al abajo la misma idea, el mismo plan, el mismo pensamiento.
Arriba dicen que sólo los que pagan pueden estudiar, que se rechace a los
feos, a las feas, a los diferentes, a las diferentes.
Arriba, todo esto y más dicen, y encima ahora, el que allá arriba quede,
en esta farsa de la democracia seguirá diciéndolo y seguirá proponiendo el
desprecio, la represión, el despojo, la humillación y el olvido a la gente
humilde y sencilla.
Abajo, nosotras, nosotros, la Otra, hemos encontrado, nos hemos
encontrado, la gente sencilla y humilde, que no se cree todo esto de
arriba, que grita NO, que resiste y lucha, contra este arriba que es el
sistema capitalista. Abajo hemos aprendido juntos, juntas, y hemos visto,
nos hemos visto, a los que luchan, a las que luchan por el respeto a la
mujer, la niña, la anciana, la trabajadora. Abajo, admiramos a las mujeres
que luchan y se rebelan ante la injusticia.
Abajo, en la Otra Campaña, buscamos acabar con esas lacras que joden al
pueblo, a la banda, al indígena, al obrero, al campesino.
Abajo, la obra cultural aunque no resulte tan bonitilla, la compartimos
para comunicar y decir nuestro sentir contra la explotación y se hace con
las manos, en la banqueta, porque bien sabemos que en los espacios de
arriba no hay espacio para el diferente, para el otro, para la otra.
Abajo, los medios alternativos resisten y luchan por otra comunicación que
incluya todas las voces, músicas y ritmos de la gente.
Abajo encontramos a los que luchan y se escuchan en otras voces, en otras
lenguas: a los pueblos originarios que defienden su cultura; a la jóvena
que defiende su ser jóvena y su ser mujer; encontramos al gay, la
lesbiana, el transexual, el poliamoroso, la bisexual, el travesti, los
otros amores, que defienden su derecho a amar a su manera, a vestir y
querer a su modo.
­Abajo, los otros y las otras dicen, decimos, que no, que ni madre, que la
música y las formas de amar y de vestir son muchas, no una sola, que cada
quien su modo.
Abajo, no buscamos el aplauso y nos basta con la satisfacción del deber
cumplido y la necesidad de luchar.
Abajo la colectividad, la autonomía, la solidaridad, el respeto y amor.
En la Otra Campaña el abajo se junta y el arriba tiembla, el abajo decide
mirarse y platicarse, organizarse y luchar.
O sea que abajo vemos que hay otra cosa, y abajo, en la Otra Campaña, hay
un lugar para las diferencias.
Por eso la Otra Campaña dice: Pueblo de México, compas de la Otra Campaña,
arriba te quieren destruir tu cultura y tus ideas. Por eso te invitamos a
sumarte a los de abajo y a combatir la cultura dominante, al capitalismo.
Te invitamos a defender tu espacio, tu lugar, tu diferencia.
A los de arriba no los necesitamos más.
Juntémonos el abajo que somos, y a la izquierda luchemos.
¡De Chiapas a Chicago, la Otra Campaña va!

Segunda parte
(preparada por los estados del centro del país)

El pueblo de México sufre de dolor y hambre por causa del capitalismo, por
la ambición mezquina de unos cuantos que concentran en sus manos la mayor
parte de la riqueza y que se cuentan entre los más ricos del mundo.
Mientras la inmensa mayoría de mexicanas y mexicanos vivimos en la pobreza
extrema. Esta realidad torcida sólo la resolveremos arrancándola desde la
raíz, al recuperar las fábricas, la tierra, los recursos naturales y los
espacios políticos y culturales para que pasen a manos de las trabajadoras
y los trabajadores, que somos quienes producimos. Las fábricas, la tierra,
de por sí producen sin los patrones. Si Pasta de Conchas hubiese estado en
manos de las mujeres y los hombres mineros se habría evitado la muerte.
Por eso decimos que todos los grandes ricos y sus lacayos, los gobiernos,
deben estar en la cárcel. Así, todo aquel que trabaje tendrá un ingreso
digno. Los ricos se han enriquecido por el robo, por el fraude, por el
despojo, por la explotación, en complicidad con los gobiernos. Pero estos
cabrones vienen por más, no se conforman con lo que tienen. Estos
capitalistas quieren nuestras tierras, nuestros bosques, nuestra agua,
nuestro aire y quieren destruir nuestra cultura, identidad e historia.

Justicia.

Los terrenos que nos dejaron nuestras abuelas y nuestros abuelos se los
han quedado los ricos. Nos dicen que nos callemos, que somos borrachos,
que no sabemos hablar. Por eso queremos justicia. Una ley justa. Porque
cuando tenemos problemas los gobiernos nomás los tapan, los tiran, y no
nos hacen caso. Pero si va un rico, a él sí. A nosotros nos discriminan,
nos hacen menos. Nos creen tontos pero tenemos nuestra lucha y la vamos a
seguir.
Nosotros somos la Otra Campaña. Luchamos contra el capitalismo —que es el
sistema de explotación que estamos viviendo y padeciendo actualmente y
desde hace siglos— porque nos impone una justicia prostituta en la que, el
que tiene dinero la compra y el que no, pues no, y así comete todo tipo de
injusticias. El capitalismo y sus gobiernos violan las leyes. Es decir, el
capitalismo nos ofrece un país en donde la justicia no existe para los
pobres.
El sistema capitalista ha creado un país donde se ejerce la represión y se
asesina como su medio de solución a los conflictos sociales, causados de
por sí por el despojo, por la explotación, por la carencia de justicia, y
por el desprecio que desde arriba nos imponen a la gente sencilla y
humilde de abajo.
En este sistema, que es de los de allá arriba, la justicia se dedica a
criminalizar las luchas sociales y las demandas del pueblo. En este
sistema capitalista ser pobre y luchar por dejar de serlo es el peor
delito que se puede cometer en contra del dizque “estado de derecho”.
Amparados en este anti-lema, los poderosos se justifican para asesinar,
desaparecer, reprimir, torturar, violar, encarcelar y perseguir a los que
manifestamos nuestra inconformidad.
Ejemplos hay muchos, demasiados. Entre los más recientes están: Oaxaca,
Atenco, Lázaro Cárdenas y su producto: todos los compañeros presos
políticos que, junto con los demás compañeros desaparecidos o encarcelados
durante todas estas décadas, son nuestros desaparecidos y nuestros presos
políticos. Y mientras en el país haya un solo preso político y un solo
desaparecido, no puede haber democracia.
Por todo esto decidimos construir este movimiento que se llama la Otra
Campaña. Para luchar, para que renazca la justicia desde el único lugar
posible: desde las manos de nuestro pueblo.
Democracia

No es posible que un pequeño puño de políticos concentre las decisiones
que nos afectan a los más de cien millones que somos de mexicanos, cuando
son sus decisiones las que han arruinado a México. A estos vendepatrias
sólo les interesa el poder para enriquecerse, sirviendo a los grandes
ricos. No hay diferencia entre el PAN el PRI o el PRD, son lo mismo y
están para imponernos a todos sus planes de olvido, dolor y muerte.
Cada seis años, el capitalismo soborna a la prostituida farsa que es la
libertad de expresión con cantidades absurdas, enormes, de dinero del
pueblo para que los dueños del país y al mismo tiempo de los medios
masivos de comunicación —la televisión, la radio, los grandes periódicos—,
engorden sus bodegonas repletas de dólares. Luego nos dan dos segundos de
supuesta democracia para elegir a un mismo verdugo que nos engaña con sus
tres máscaras, una amarilla, otra azul y otra tricolor. Enseguida, en la
silla presidencial se sienta el nuevo saqueador de nuestro tesoro, el
nuevo asesino de la república, el nuevo mandatario torturador de nuestro
pueblo. Así, el capitalismo le renueva al pueblo la misma vieja corona de
espinas de cada sexenio pero adornada con nuevas cuentas de vidrio y
pasada por vel rosita.
Esta democracia, este —según se dice— poder del pueblo, le asegura al
capitalismo una sola cosa: que el pueblo jamás tenga poder y que el poder
siga siendo siempre un gran látigo para esclavizar y acallar al pueblo de
México.
Y los capitalistas y sus achichincles del gobierno nos dicen: no hay
opción. Tú, pueblo, debes elegirnos y ya, no hay nada que puedas hacer,
¡si no votas, cállate! Y cuando ya están en la silla, sea que votaste o no
votaste, si hablas, si exiges que cumplan, si pides cuentas, te ignoran,
te desprecian, te humillan. Y si luego te juntas con otros para hacer
grande y más fuerte la voz de la comunidad, del barrio, entonces te acusan
en la televisión, te mandan chingo de policía, te rompen la cabeza a
macanazos, te patean, violan a tus mujeres, matan a tus hijos y te meten a
la cárcel.
Durante años, los culpables de todo esto, los ricos capitalistas, los
dueños de todo: de las fábricas, de las grandes extensiones de tierra, de
los grandes comercios, de los bancos y de todo lo demás, junto con sus
partidos políticos que los protegen, nos dicen que no hay que protestar,
que ya todo está mejorando, que falta poco para que el dolor se acabe. Nos
dicen que para terminarlo debemos seguirles confiando a ellos mismos la
conducción del país. Y nos dicen que está claro que así es, como de por sí
ha sido siempre, que por eso lo único que se ocupa es presentarnos a las
urnas a elegir cuál de ellos nos gobernará.

Otra forma de hacer política

Pero dicen mentiras como lo hacen siempre. Nos engañan. No siempre ha sido
que los ricos manden con el látigo en la mano y el pueblo nomás a
agacharse y a sufrir. Y tampoco es cierto que no haya de otra y que vamos
a estar siempre sin abrir la boca, como ellos quieren.
Aquí estamos, aquí decimos nuestra palabra, aquí juntamos nuestras voces
para hacerlas fuertes y grandes, aquí estamos haciendo, todas juntas,
todos juntos, este movimiento nacional del pueblo de abajo y a la
izquierda, de los humildes y sencillos de México.
Aquí está la Otra Campaña, nacida de la Sexta Declaración de la Selva
Lacandona, que hace este llamado a escuchar y a que seas escuchado, a
organizarnos, a crear nuestras propias formas de hacer política, de tomar
juntos nuestras decisiones respetando a cada uno como es y como quiere
ser, respetando el modo de cada quien, de cada comunidad, de cada barrio,
de cada pueblo. En la Otra Campaña nadie tiene que dejar de ser lo que es
para ser, para vivir, para crecer.
Y anunciamos que vamos a derrocar al capitalismo. En la Otra Campaña
seremos todos los trabajadores del pueblo quienes participemos,
reflexionemos en colectivo y decidamos juntos sobre los grandes problemas
nacionales. El pueblo es el único capaz de encontrar las soluciones que
beneficien a todos los mexicanos. Por eso decimos que el pueblo mande y el
gobierno obedezca. Entonces entre todas, entre todos, vamos a hacer una
nueva constitución a través de un Plan Nacional de Lucha, en el que cada
uno y cada una de abajo del pueblo mexicano participen con su pensamiento,
con su palabra, con su escucha, con su aprendizaje y su enseñanza, con sus
manos y con su corazón.
La Otra Campaña quiere encontrar cada una de las letras de la palabra
México, y acomodarla en su lugar donde de por sí debe ir cada una, para
así poder quedar cabal. Las letras habían dejado de hablar porque nadie
las oía, pero aquí han estado siempre.
Aquí han estado siempre en cada mujer, en cada hombre, en cada niña y
niño, en cada anciana y anciano de abajo. La Otra Campaña te invita a
pronunciar tu palabra y dispone su oído atento y respetuoso para
escucharla. Y cuando estemos todos completos, entonces sí diremos “México”
y entonces sí el país, y hasta el mundo, será otro, uno nuevo y mejor, uno
de todas y todos, un mundo en donde sí habrá un lugar para cada una, para
cada uno; libertad, justicia y democracia para todas y para todos.
Desde aquí, desde México, saludamos a todos los pueblos del mundo que
resisten, luchan y no se rinden ni se venden. A todos los pueblos del
mundo que sufren, en el palpitar de todas las latitudes del planeta, los
embates del capitalismo. Que son invadidos territorial y/o culturalmente,
que son violentados en una guerra desigual, injusta, oprobiosa y que
resisten y sobreviven y se organizan y se defienden. Hoy deseamos
saludarlos a todos, a los adherentes a la Sexta Internacional y también,
de manera particular, al pueblo palestino.
Compañeras y compañeros: esta es la Otra Política. Esta es la Otra Campaña.

Tercera parte
(preparado por los estados del sur y costa del país)

Nosotras y nosotros, los de abajo y a la izquierda, que hemos sido
discriminados y ahora formamos esto que llamamos la Otra Campaña, hacemos
un llamado a todas y todos a que se unan a esta lucha para acabar con el
desprecio de los de arriba.
Nosotr@s estamos viendo desde nuestros pequeños lugares cómo en México y
el mundo se vive la discriminación, pues vemos que mientras desprecian a
uno nos desprecian a tod@s, ya que con esto están acabando con la dignidad
humana. Por eso, vemos que al quitarnos esta dignidad, ellos, los de
arriba, están convirtiéndonos en sus esclavos; están escogiendo y
decidiendo nuestro futuro.
Como pueblos, tribus y naciones indígenas nos discriminan por
considerarnos ignorantes. Nos meten el Procede y nos quitan las tierras,
para que el gobierno haga sus negocios. Pero la tierra es nuestra madre y
no se puede vender, ya que la tierra es nuestra fuente de vida. Pero eso a
ellos no les importa; sólo piensan en sacar sus ganancias. Con esto nos
condenan a desaparecer.
Por ser jóvenes, nos toca, todos los días, que la policía nos pare en la
calle y nos trate como criminales. A veces, hasta es la gente la que nos
ve feos, la que nos cree ladrones y delincuentes, por tener el cabello
largo o demasiada barba. Tenemos que vernos no como queremos nosotros,
sino como lo ordenan ellos. Para los de arriba, también nuestra ropa nos
hace criminales. Por estar vestidos de negro nos tienen miedo y no nos
hablan con respeto. Y así todos los días, en el campo y la ciudad.
Como niños y ancianos, y como gente de habla extraña, extranjera o
indígena, nos pasa lo mismo: que nos ignoran y creen que no sabemos nada,
que no tienen por qué escucharnos. Y si nos vemos morenos o pobres, peor,
porque sin escucharnos hablar una sola vez, ya decidieron que somos
inútiles, y nos quieren hacer invisibles, que nos avergoncemos de existir.
Si en algún momento nos enfermamos, todos y todas nosotros, no se nos
brinda respaldo, ni hay respeto de parte de los doctores. Si tenemos
alguna discapacidad, nadie se fija en cómo nos afecta, y el sistema quiere
que tengamos que hacer las cosas como los demás, que no tenemos
privilegios, sin ver el dinero que cuesta tener los aparatos y la ayuda
que necesitamos. Ni podemos entrar a nuestras escuelas o a nuestros
trabajos a veces, y siempre nos dicen los que obedecen a la injusticia de
arriba que nos toca a nosotros arreglar todos los problemas. A los que
tenemos VIH, nos tratan como si no fuéramos seres humanos, se nos dice que
es nuestra culpa, por tener vidas cochinas, por tener sexo con cualquiera.
Y peor si nos ven cara de afeminados o de marimachas. Si creen que somos
homosexuales, lesbianas y bisexuales, nos hacen preguntas sobre nuestra
vida intima, no respetan nuestro derecho a tener una vida privada sana. Si
besamos a nuestro novio o novia en público, nos voltean la cara y dicen
que somos asquerosos, unos enfermos peligrosos. Los de arriba dicen con su
ley que hay lugares a los que no podemos entrar, y educan a la gente para
que nos tenga hasta asco, que escupan si tocamos una de sus cosas.
Todos y todas los que no podemos mostrar mucho dinero no merecemos ni
tolerancia para el mal gobierno y el dinero egoísta. Si nos toca tratar
con la justicia, no nos pelan, obligan a nuestras familias a gastar mucho
dinero para intentar defendernos, porque a nuestros casos no les dan
solución nunca, durante años nos hacen esperar en la cárcel, y nos dicen
que somos culpables para verse bien. Nos meten y nos guardan en la cárcel
sin darnos chance de demostrar que somos inocentes. Sí, nosotros los
pobres ni somos humanos, como nos tratan ellos.
Por ser niños de la calle, nos dicen mugrosos y nos sacan hasta con la
policía de los lugares donde vivimos. Ni nos sonríen, fruncen el ceño, y
así cuando la policía viene a obligarnos a hacerles favores sexuales,
nadie dice nada. Porque no sabemos nada, porque nos vemos feos en sus
falsas ciudades felices, porque ni somos nada.
Así también nos toca a las mujeres. Ser vistas como menos que un hombre y
propiedad de los que nos dominan. Nos dicen que no tenemos derecho a las
mismas cosas, que necesitamos que nos digan qué hacer. No tenemos derecho
al deseo sexual, porque nuestro cuerpo ni nos pertenece, si somos gorditas
se pueden burlar de nosotras y las teles los aplauden, y por ser mujeres
nos gritan cosas vulgares en la calle, sin conocernos, como si no
tuviéramos dignidad y fuéramos puro objeto sexual. En nuestra educación,
desde niñas, las ideas de arriba buscan hacernos creer que así está bien,
que así debe ser y que deberíamos estar felices y dejar de indignarnos por
histéricas. Desde chiquititas y chiquititos empiezan con esas mentiras,
porque a los de arriba nada les da tanto miedo como vernos libres y
educadas. Entonces hacen leyes que hacen difícil ser madres y abuelas,
hacen leyes para ellos controlar nuestros cuerpos y lo que podemos hacer
en la vida, y alientan a los que quieren abusar y explotarnos a que lo
hagan. Si nos pegan en nuestras casas y lo denunciamos, los medios de
comunicación no nos creen, hay gente que nos acusa de ser mentirosas y de
no amar a nuestras familias. Si nos matan, dejan salir a nuestros asesinos
libres, y dicen que son ciudadanos ejemplares, que nosotras éramos las
criminales, las malas esposas y las mujeres horribles.
Y si, por pobres y porque el sistema y el machismo nos destroza la vida,
nos convertimos en trabajadores y trabajadoras sexuales, es como si no se
pudiera caer más bajo. En el idioma, en nuestras vidas diarias, parecería
que no hay nada peor a que te digan “puta”. Por nuestro trabajo, no nos
dejan cuidar bien a nuestros hijos, meterlos a la escuela, ni nos sanan
bien si vamos a los hospitales. Además, la policía tiene permiso para
hacernos lo que quiera, porque ni tenemos derecho según los de arriba, ni
tenemos identidad digna. Hasta algunos de los de abajo creen que los
trabajadores sexuales somos lo más bajo de la sociedad.
A los que somos transgéneros y transexuales se nos dice de todo, sin
importar lo que hagamos. Ni podemos ir al baño sin tener miedo, porque las
leyes y la educación de arriba quieren obligarnos a ser o todo masculino o
todo femenino, y si nos decimos seres humanos, pues no existimos. Por eso
nuestra ropa nos hace criminales, nuestros rostros nos valen ser
insultados por todos los partidos políticos y la Iglesia, y si queremos
ser felices, el capitalismo nos dice que no, que así como somos no, que
tenemos que entrarle a su juego y a sus definiciones.
Para los que discriminan, lo más importante es que no sepamos quiénes
somos. Pero nosotros, en la Otra, creemos que todos juntos y diferentes
somos más hermosos y hermosas, y nos da orgullo que nos escuchen decir
quiénes somos.
Y así, cada un@, desde donde hacemos nuestras luchas, estamos siendo
reprimid@s por tratar de organizarnos. Ellos quieren dividirnos; los de
arriba, con sus malos gobiernos, tratan de comprarnos con dinero, promesas
y mentiras en sus falsas campañas. Pero nosotros, nosotras, no nos
callamos. Ellos nos quieren silenciar; nos reprimen, nos golpean, nos
encarcelan por ser luchadores sociales, nos desaparecen y hasta nos matan.
Pero ya somos muchas voces que tenemos ecos.
Todas estas son nuestras historias, mismas que nos hemos compartido a las
voces de la Otra Campaña. Entre nosotros y nosotras estamos aprendiendo a
escucharnos, a conocernos y a luchar por cambiar este nuestro mundo.
Porque estamos sintiendo este dolor de ser despreciados, despreciadas.
Por eso invitamos a todos y todas loas que se sientan identificad@s con
este dolor y que ya estén hart@s igual que nosotr@s de ser despreciad@s a
que nos unamos y luchemos siempre por acabar con este sistema, este
capitalismo que nos aparta, nos condena y nos mata.
Así que combatamos día a día la discriminación para hacernos una forma de
vida diferente: digna y justa.
¡Arriba la Otra Campaña!
¡Arriba tod@s nosotr@s que somos l@s discriminad@s!

Cuarta parte
(preparado por los estados del sureste del país)

Compañeras y compañeros:
Reciban un saludo de Chiapas, Tabasco, Yucatán, Quintana Roo, Campeche,
que queremos darles este mensaje.
Todas y todos estamos aquí reunidos porque vemos que el capitalismo es
robo, explotación.
El origen de todas las opresiones es el sistema capitalista, donde una
minoría se apropia de nuestro trabajo, de nuestras tierras, aguas y
recursos naturales, de nuestra salud, de nuestro pan, de nuestro techo y
nuestra educación.
Para el sistema capitalista, que es la forma de los ricos que hacen su
riqueza con el sudor del pueblo, para ellos todo debe ser negocio, la vida
de las personas no vale nada; ni la creatividad de los seres humanos. Su
afán de ganancia lo domina todo, eso es el capitalismo, eso es el
neoliberalismo.
En la Otra Campaña nos organizamos para que todas las personas, del campo
y la ciudad, construyamos un país y un mundo donde todas y todos tengamos
techa, tierra, trabajo, educación, salud y alimentación.
También, para construir con nuestras manos nuestros propios derechos
estamos aportando nuestra experiencia; para mostrar y ser visibles porque
nosotras y nosotros que somos el pueblo hemos construido las fábricas, los
arados, los hospitales, nuestros espacios familiares y nos negamos a que
se nos sigan arrebatando por unos pocos que se aprovechan y son ricos por
el trabajo de nosotros.
Por eso llamamos al pueblo de México a organizarnos para que nuestros
familiares no tengan que dejar su casa y su pueblo para trabajar en otros
lugares. Organizarnos para que los pueblos tengamos tierra y no se
privaticen los recursos naturales y humanos.
Llamamos a organizarnos para que todos tengamos un lugar para vivir con
dignidad, para que la educación sea para todos.
Llamamos a organizarnos para hacer realidad el derecho a la salud de
mujeres, niños, ancianos y de todas las personas.
Llamamos a organizarnos para que nuestros niños no crezcan con
desnutrición, hambre y enfermedades que se pueden prevenir y curar.
Nosotras y nosotros no pedimos un puesto en el gobierno, ni queremos estar
arriba de nadie. En la Otra Campaña buscamos tener un lugar en la lucha
por la liberación de todos los pueblos de México y el mundo.
Gracias compañeros.
¡Vivan todas las mujeres y hombres que trabajan por un mundo mejor!

http://www.nodo50.org/raz/ezln/sexta/laotra060602.htm

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Nota de la Aty Guasu Guarani-Kaiowá a las autoridades federales de Brasil y del Mundo

**ante la amenaza de muerte colectiva y el genocidio del pueblo
Guarani-Kaiowá anunciada por los teratenientes en Paranhos-MS*****

Ante la amenaza de muerte colectiva indígena, es decir, el
genocidio/etnocidio histórico anunciado por los grandes terratenientes (*
fazendeiros*) ocupantes de territorios antiguos guarani-kaiowá, la gran
asamblea Guarani y Kaiowá* Aty Guasu *a través de esta nota denuncia ante
las autoridades federales (FUNAI, MPF e PF) a los terratenientes asesinos
de los indígenas. Ellos anunciaron hoy, día 18/08/2012, la nueva
matanza/exterminio de los pueblos indígenas del municipio de Paranhos, en
el estado de Mato Grosso do Sul, situado en la franja de la frontera
Brasil/Paraguay. Es importante destacar que estos grupos de terratenientes
temidos proceden de un grupo de practicantes históricos de
genocidio/etnocidios en la región del actual municipio de Paranhos. Así, de
modo natural o normal, ellos predican el exterminio de los pueblos
indígenas y anuncian la muerte colectiva guarani-kaiowá, el
genocidio/etnocidio. Ante la amenaza de muerte colectiva prometida
públicamente en la prensa por los terratenientes, solicitamos la
investigación y el castigo rigoroso de estos mentores de
genocidio/etnocidio de los pueblos indígenas. Todos saben que ellos tienen
armas de fuego sofisticadas y temidas, tienen dinero producido con el
derramamiento de sangre indígena para comprar más armas y contratar los
pistoleros. Fue así que históricamente dominaron nuestros territorios
guarani-kaiowá, con manos armadas, matando indígenas y expulsando los
indígenas de los territorios tradicionales, situación que perdura hasta hoy
en día.****

Es importante comprender que a lo largo de las décadas 1940, 1960 y 1970,
estos mismos terratenientes recién asentados, invasores de los territorios
Guarani y Kaiowá del actual Cono Sur, empezaron a asesinar, diezmar,
expulsar y dispersar de forma violenta diversas comunidades guarani-kaiowá
de sus territorios tradicionales, los *tekoha guasu*, que hoy, en el día 18
de agosto de 2012, a las 12h00min, estos mismos terratenientes
caracterizados de pistoleros de “far west / estilo gaúcho”, ahora ricos
sobre las sangres de los indígenas, volvieron a anunciar la muerte
colectiva guarani-kaiowá, el genocidio del pueblo guarani-kaiowá. Ellos
reafirman que continuarán matándonos a los indígenas en nuestros propios
territorios antiguos.****

A este inminente ataque por parte de los pistoleros armados, comunicamos
una vez más a todas las autoridades federales de Brasil y del Mundo que
nosotros, pueblos Guarani y Kaiowá que luchamos por los pedazos de nuestras
tierras antiguas, no tenemos armas de fuegos y, sobretodo, no sabemos
utilizar tales armas de fuegos. Queremos repetir y evidenciar que nuestra
lucha por nuestros territorios antiguos es únicamente para asegurar la vida
humana, fauna y flora del Planeta Tierra, nuestro objetivo no es asesinar
la vida de nadie. Nuestra línea de lucha por nuestros territorios antiguos
es para buscar nuestra buena forma de vivir, en paz con la vida de los
seres humanos del Planeta Tierra. Creemos en la paz, somos pacíficos, no
tenemos armas de fuegos destructivas de la vida humana. Queremos
sobrevivir. ****

Para acabar, repudiamos reiteradamente las violencias contra la vida
humana. Sí, nosotros tenemos sólo nuestras oraciones sagradas cantadas con
*mbaraka* y *takua* para buscar y crear la paz verdadera para la vida
humana. Es así que vivimos y así que nos encontrarán si nos matan
colectivamente, cantando y rezando por los pistoleros de las haciendas.
Esta es nuestra postura definitiva ante la amenaza de muerte colectiva,
ante el genocidio/etnocidio anunciado públicamente por los terratenientes
de la región de la franja de frontera Brasil/Paraguay.****

Atentamente,****

Territorio antiguo Arroio Kora-Paranhos, 18 de agosto de 2012.****

Líderes Guarani-Kaiowá de la Aty Guasu del estado de Mato Grosso do Sul****

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Corinto – Cauca: La palabra de los niños y niñas son palabras del corazón

Entre las tantas afectaciones que genera el conflicto armado en los territorios, quienes han padecido en gran medida sus consecuencias son los niños y niñas de las comunidades. Muchos de ellos han quedado huérfanos al tener que ver caer sus padres en medio de las balas, en muchas ocasiones son los mismos pequeños quienes han sido asesinados, heridos, desplazados y afectados de diversas maneras.

El reclutamiento e involucramiento de los niños y niñas en el conflicto por los actores armados es otra de las grandes afectaciones que padecen, sus juegos y estudios se interrumpen casi a diario por los continuos enfrentamientos armados que se dan en los territorios. Su cándida niñez ha transcurrido en medio de zozobra, miedos y temores.

Sin embargo su sonrisa y sus sueños son nuestra esperanza de vida, con su inmenso amor, ternura, sensibilidad y fuerza nos enseñan a ser pacientes, solidarios, sabios y unidos.

Los niños y niñas de la escuela Las Cruces, cede Carmencita Cardona del municipio de Corinto, aún sin conocer personalmente a los chiquillos de Toribío, ya los sienten sus amigos y conociendo el dolor y la tristeza que han padecido por la guerra, en la clase del pasado viernes dejaron de lado las sumas y restas de matemáticas, para plasmar en coloridos dibujos y rítmicas frases, mensajes y palabras de amor que brotan de sus tiernos corazoncitos.

Ver galería de imágenes: http://www.nasaacin.org/galeria-de-fografias/category/89-ninos-corinto-cauca-2012

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Indígenas del Cauca se imponen ante guerrilleros y militares

Tras una interminable lista de abusos y violaciones a sus derechos humanos, comunidades nasa de la región del Cauca, en Colombia, retiraron trincheras del ejército colombiano y de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) de sus territorios ancestrales, donde, desde hace décadas, ambos grupos armados tienen bases militares y han provocado un sinnúmero de muertes y agravios.

Los últimos ataques de las FARC al cuartel de la policía de Toribío, en junio pasado, terminaron por colmar la paciencia de los pobladores, quienes se organizaron y decidieron que su guardia sacaría a policías, militares y guerrilla de sus territorios para evitar seguir siendo víctimas de las balas de ambos.

Una comisión intentó hablar, sin éxito, con las FARC, y enseguida, los indígenas desmantelaron puestos de vigilancia y trincheras del ejército y la policía, lanzando costales llenos de arena al río.

Tras días de mucha tensión, representantes del gobierno colombiano y de los pueblos indígenas acordaron la realización de una mesa de diálogo que tendrá lugar la próxima semana. El delegado del presidente Juan Manuel Santos dio a conocer los cinco puntos que los representantes de los pueblos originarios han planteado: 1) Que las comunidades indígenas no están de acuerdo con la ocupación militar del Cerro Berlín en el resguardo de San Francisco, zona rural del municipio de Toribío; 2) Que la fiscalía y el gobierno nacional se abstengan de procesar jurídicamente a los indígenas que participan en las acciones de control de sus territorios; 3) Que el gobierno nacional se comprometa a no hacer señalamientos infundados y generalizados contra las comunidades indígenas; 4) Que las personas heridas por la fuerza pública deben ser atendidas sin costo policial o judicial, para lo cual piden la intervención de la Procuraduría y la Defensoría del Pueblo y 5) Que en el curso de las conversaciones participen como garantes el defensor del pueblo, el delegado de las Naciones Unidas y una personalidad colombiana independiente. En la mesa de diálogo también estará Volmar Pérez, defensor del pueblo; Todd Howland, delegado del Alto Comisionado de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) para los derechos humanos y un ciudadano independiente.

La tensa situación llegó a un punto álgido en el transcurso de la última semana con el fallecimiento de dos personas: Fabián Cuetia, de 22 años, de la etnia nasa fue herido en mitad de un camino por militares el 18 de julio; y el campesino Mauricio Largo, de 27 años, fue muerto un día después en Huasaná.

Los indígenas se han pronunciado en muchas ocasiones con respecto a los enfrentamientos que los militares y las FARC llevan a cabo en sus territorios, acciones de las cuales ellos no sólo han sido testigos durante años, sino víctimas: “Nunca han estado tan claras las cosas en el norte del Cauca en Colombia. Nunca. Salimos a marchar, nos movilizamos, con toda la fuerza y claridad para exigir que los actores armados salieran del territorio. En movilizaciones, asambleas y audiencias públicas, denunciamos los abusos que cometen contra comuneras y comuneros en todo el territorio ejército, policía, paramilitares y guerrilla.” Sin embargo, sus demandas no fueron escuchadas, y en las últimas semanas han sacado por sí mismos a más de cien militares de su territorio.

Un poco de historia

Durante la conquista, cuando los españoles llegaron al territorio Nasa (lo que hoy en Colombia son los departamentos del Valle del Cauca, Cauca y Huila), la comunidad tenía sus asentamientos en la gran ribera del río Cauca. El etnocidio cometido por los españoles marginó a los sobrevivientes de la masacre hacia las partes altas de la Cordillera Central.

Los siglos XVI y XVII fueron de resistencia, de pelear contra la corona española, de resistir y no dejarse exterminar. Ello le dio a los nasa la capacidad de negociar con el conquistador y colonizador un resguardo para su pueblo y su cultura. La negociación fue encarada con determinación por el líder paez Juan Tama, quien logró que a comienzos del siglo XVIII, se reconociera el territorio resguardado para los nasa.

Con la llegada del siglo XIX, la independencia le dio poder al libertador Simón Bolívar y al gobierno de Colombia, para que reconocieran los resguardos indígenas y se pudiera recuperar la totalidad de las tierras usurpadas. Los propósitos de Bolívar fueron entrampados, y las comunidades fueron engañadas con normas de la naciente clase política criolla, que privilegió a familias poderosas que desarrollaron grandes haciendas ganaderas e ingenios azucareros en las planicies por las que corre el río Cauca, que ha sido el hogar del pueblo nasa.

Desde finales del XIX y hasta muy entrado el siglo XX, los pueblos del Cauca siguieron siendo oprimidos por el gobierno, por empresas cafetaleras y por guerrillas.

No fue sino hasta 1970 cuando se fundó el Consejo Regional Indígena de Cauca. Durante esa década tuvieron lugar los primeros impulsos de la política de recuperación de tierras. A partir de 1980 se constituyeron los Planes Comunitarios o Planes de Vida (los cuales buscaban dar solución a problemas de las comunidades, a través del fortalecimiento de modos de gobierno locales, como los cabildos), diseñados por el sacerdote católico nasa Álvaro Ulcué Chocué. Sin embargo, a partir del 2000, el Consejo se ha tenido que enfrentar a la amenaza de la globalización y las empresas transnacionales.

Mediante un comunicado, el Tejido de Comunicación y de Relaciones Externas para la Verdad y la Vida, los pueblos indígenas refirieron que “convierten nuestro territorio, por la vía del terror y de la guerra en una ‘zona de consolidación [1]’ para los intereses extractivos de las transnacionales: esta guerra, venga de donde venga, tiene motivos y beneficiarios económicos. Nos despojan para sacarnos de acá, para robarse la Mama Kiwe (madre naturaleza) y su riqueza, para someterla y matarla y para acabar con nuestro proceso y nuestra historia, con este territorio”. Sin embargo, los indígenas no están dispuestos a ceder y se mantienen firmes en su posición. “Estamos”, aseguran desde Colombia, “preparados para una larga resistencia”.

URL to article: http://desinformemonos.org/2012/07/indigenas-del-cauca-se-imponen-ante-guerrilleros-y-militares/

URLs in this post:

[1] zona de consolidación: http://www.setianworks.net/indepazHome/attachments/732_CONSOLIDACION%20TERRITORIAL%20Y%20RESURGUIMIENTO%20DE%20PARAS%20Y%20GUERRILLA.pdf

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Indígenas de Cauca dão uma lição ao mundo

As gentes de Cauca estão ensinando. Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça…

Nos últimos dias assomou nos noticiários brasileiros a notícia de que um grupo de índios colombianos havia ocupado uma base militar na cidade de Toríbio, região de Cauca, expulsando dali o exército. As notas falavam que os indígenas já estariam cansados de viver sob o fogo cruzado das forças do Estado e da guerrilha comandada pelas Forças Armadas Revolucionárias Colombianas, as Farcs. Mas, a notícia, assim, solta, não dá conta do longo processo de luta e resistência das comunidades originárias daquela estratégica região. Como sempre, falta a imprensa brasileira o devido cuidado com a contextualização dos fatos.

A zona de Cauca é considerada um importante e estratégico corredor que liga a região amazônica ao oceano pacífico, com passagem também para o Equador e, por isso, desde muitos anos vem sendo disputada pelo Estado e pelas FARCs. Além disso, sempre é bom lembrar que a situação de guerra civil na Colômbia tampouco é de hoje. Isso começou no longínquo ano de 1948 quando Jorge Gaitán, um político liberal e progressista, às vésperas de ganhar a eleição presidencial, foi assassinado, levando o povo a uma explosiva revolta que foi violentamente reprimida pelas forças reacionárias, mandantes do crime. Desde aí, a população acabou sendo obrigada a se armar, para enfrentar as forças do exército como também os inúmeros grupos de bandoleiros que se aproveitaram do caos para roubar e saquear.

Essa situação de insegurança e de profunda violência também gerou – já na década de 60 – as forças revolucionárias que, com inspiração marxista, buscaram organizar o povo para uma reação organizada e ordenada de tomada do poder. Mas, a América Latina vivia a surpreendente revolução cubana e a reação dos Estados Unidos foi imediata. Não haveria de permitir que outro foco socialista nascesse nas terras de baixo. Não foi à toa que desde os anos 60 as ditaduras pipocaram por todo o continente.

Ao longo dos anos, com a ajuda militar e tática dos Estados Unidos as forças conservadoras seguiram dominando a Colômbia, enfrentando a persistente reação revolucionária. Esse processo que segue até hoje tem causado profundas feridas no corpo social. Lá se vão mais de 60 anos de conflitos e combates nos quais vão sendo ceifadas as vidas das gentes. Não bastasse essa realidade explosiva, ainda existem no país os chamados paramilitares, que são grupos de combate à guerrilha, geralmente formados por militares e mercenários que também impõem o terror. A eles se somam os narcotraficantes financiados pelo sistema internacional que igualmente investem em milícias armadas. No meio de tudo isso está o povo, as gentes que querem viver em paz.

A região de Cauca é um desses lugares assolado pelos grupos armados, justamente por sua localização estratégica. E ali, vivem comunidades indígenas que, nesses anos a fio, também entregaram seus filhos, ora ao exército, ora à guerrilha e que cotidianamente sofrem a ação das lutas entre essas forças armadas. São pelo menos 570 mil hectares de terras comunais, onde tradicionalmente essas comunidades plantam e criam seus animais.

A guerra civil, que teve seu espocar em 1948, aos poucos foi perdendo a sua própria memória. Geração após geração se viu enredada nos conflitos e na batalha diária pela sobrevivência. Muitos dos que viveram os primeiros momentos do conflito morreram no caminho, e os motivos da revolta foram ficando obscurecidos. Já faz tempo que a Colômbia busca um caminho para a paz, mas não tem conseguido pavimentar essa estrada. Primeiro porque o poder econômico aliado aos Estados Unidos não tem a menor intenção de permitir que os aliados saiam do poder. Por outro lado a guerrilha não avança mais do que a perpétua resistência. E no meio desse fogo cruzado estão as pessoas comuns.

Os indígenas colombianos tem uma longa história de resistência e de luta. Primeiro contra o opressor colonial e agora contra o Estado terrorista. A região de Cauca, particularmente, é muito aguerrida. Desde o ano de 1971 a população indígena organizou o Conselho Regional Indígena de Cauca, o CRIC, entidade que tem sido protagonista de muitas lutas, chegando também a organizar um grupo armado de autodefesa que acabou depondo as armas em 1991 em um dos acordos de paz. Assim como todos os colombianos eles precisavam defender suas vidas. Desde a organização do CRIC os indígenas passaram a reivindicar direitos que estavam perdidos nas contas da guerra: terra, educação, saúde, proteção da natureza da mão destruidora das mineradoras.

A ação de expulsão do exército de suas terras, assim como a de qualquer outro grupo armado – sejam as FARCs, os paramilitares ou os narcotraficantes – está amparada na decisão comunitária de dar um basta a desaparição sistemática das gentes. “Queremos semear a paz telúrica no nosso território e colhe-la na vida comunitária”, dizem. Mas essa paz de que falam não é a paz dos vencedores de plantão, que significa a morte ou a submissão da comunidade seja ao exército ou à guerrilha. A eles não interessa dominar o espaço, mas sim conservar a terra para as próximas gerações.

Mais uma vez os indígenas estão dizendo a sua palavra, sempre ignorada nesses mais de 500 anos. A forma de organizar a vida pleiteada pelas comunidades indígenas não encontra parâmetros na forma imperial/capitalista – como quer o governo, nem na forma socialista, de matriz europeia – como quer a guerrilha. Os indígenas querem viver a sua vida baseada na lógica dos seus ancestrais, com autonomia e autogoverno. Eles querem o direito de impor a sua justiça comunitária, de definir sua economia, sua educação, saúde. Querem o direito de conservar, proteger e gerir os recursos naturais de seu território. Por isso eles derrubaram os portões do exército e as tendas da guerrilha. “Tanto um como outro nos expropria, nos tira a vida e não nos garante o direito de viver segundo nossa vontade autônoma. Uns trazem a guerra e outros querem nos dizer como resistir. Ambos nos negam como povo”, afirmam.

Assim, as comunidades ligadas ao CRIC tem uma pauta simples, de quatro pontos:

1 – Que saiam todos os grupos armados do seu território

2 – Que respeitem a sua forma de organizar a vida

3 – Que deixem a eles o cuidado de seus recursos naturais

4 – Que não se aproveitem mais do seu sofrimento e tampouco falem sobre sua resistência.

Os indígenas de Cauca querem ser reconhecidos como comunidade autônoma e capaz. Já basta da mesma velha cantilena de que as gentes originárias precisam de proteção e tutelagem. Manter essa visão é estagnar no pior momento do mundo medieval. A esquerda e os intelectuais precisam entender de uma vez por todas que para compreender o mundo indígena é preciso se desvestir da episteme ocidental/eurocêntrica e olhar o mundo sob outra ótica, outra episteme, autóctone. Esse exercício de humildade e de respeito é hoje, na América Latina, uma obrigação. As gentes de Cauca estão ensinando. Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça…

Elaine Tavares é jornalista.

http://www.brasildefato.com.br/node/10125

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Desconhecemos Enrique Peña Neto como presidente

resista1. Si bien nuestro movimiento y nuestra Red Unidos por los Derechos Humanos (RUDH), en la región Huasteca-Totonacapan, se declaran apartidistas y no participan como organización en el proceso electoral por no creer en las instituciones del estado ni en el sistema de partidos políticos, desconocemos a Enrique Peña Nieto como triunfador en las elecciones a la presidencia de la república el pasado 1 de julio de 2012.

2. Expresamos nuestro rechazo a la manipulación de los medios de comunicación y de las llamadas casas encuestadoras en los procesos electorales, y rechazamos la falta de vocación democrática de las instituciones y funcionarios de gobierno, en especial de Felipe Calderón, a quien también desconocemos como presidente desde el fraude electoral de 2006.

3. Rechazamos que a nombre de la democracia se nos imponga otro presidente que ha sido repudiado en todo el territorio nacional, para el cual sólo votó una minoría de gente acarreada, presionada, engañada, denigrada con dinero y otras dádivas. Rechazamos todas las formas de fraude, incluido el fraude cibernético, tolerados por el Instituto Federal Electoral (IFE), el cual carece de toda credibilidad al no garantizar la certidumbre de los comicios y al ser un instrumento de dominación social -con excepción de un buen número de ciudadanos que de buena fe participaron como funcionarios de casillas, los cuales también fueron engañados.

4. Invitamos a la ciudadanía consciente a que defienda su voto y, una vez agotadas las vías institucionales, hagamos a un lado las instituciones del estado y juntos busquemos nuevas formas de hacer política, basadas en la cooperación, en la equidad, en la libertad y en una verdadera democracia donde el pueblo manda y el gobernante obedece. No se acuda más a los comicios convocados por el IFE, pues sólo sirven para encumbrar a la clase política y legitimar la perversión del gobierno.

5. Invitamos a la ciudadanía a que comience una etapa de desobediencia civil, a que desobedezca al gobierno en todo lo que pueda. Se trata de una revolución pacífica. Si le es posible, no se deje censar, no informe, no pague multas, no facture, no pague impuestos. Los impuestos sólo se reflejan en los insultantes sueldos de la clase política, en las pensiones de los ex presidentes, traidores a la patria; en el financiamiento del fraude electoral; en el rescate a los banqueros y a los empresarios que se han apropiado de las empresas que eran de todos los mexicanos y que, además, no pagan impuestos, enriqueciéndose a costillas de la nación.

6. Si es usted un buen maestro, enseñe a los estudiantes lo que pasa en nuestro México: quiénes son los traidores, los ladrones, los asesinos, los que engañan y matan al pueblo. Construya con los niños las páginas que faltan en los libros de texto, cambie lo que no es cierto. Construya un nuevo ciudadano consciente y valiente, un ser preocupado por su patria y por la humanidad.

7. No se deje gobernar. Pensemos colectivamente en lo que podemos dejar de obedecer. Si le es posible, no pague sus tarjetas de crédito, libérese de esa esclavitud a la que nos han orillado; siéntase orgulloso de estar en el buró de crédito, sienta vergüenza de ser dócil y cumplir todo lo que le imponen. Si le es posible, no compre en los grandes supermercados ni en tiendas transnacionales ni en centros comerciales, mucho menos en Soriana; compre en pequeñas tiendas mexicanas; compre productos naturales; compre en el comercio informal.

8. Cuando sea posible, compre productos piratas; no consuma productos de lujo. Regale, ofrezca gratuitamente un producto, un servicio. No acepte nada del gobierno, ni barato ni regalado; no le pida nada, no le exija, no proteste, ignórelo. Vea usted con el corazón y confíe en la gente. Si le es posible, cambie con los vecinos el nombre de su calle, por lo menos el de su cuadra. Si le es posible, ponga un letrero afuera de su casa y declárese “Hogar Autónomo”.

9. Si le es posible, no pague la luz, cuélguese. Si le es posible, no respete el horario de verano. No compre medicinas de patente, acuda a la medicina naturista. Si le es posible, produzca en casa, tengamos huertos familiares y ofrezca productos alternativos; hagamos de cada casa una tienda informal. Baje sus precios, intercambie, acepte monedas alternativas. Cuando sea posible, si y sólo si en verdad es necesario, nombren una autoridad alternativa que mande obedeciendo, pero no un representante ante el gobierno.

10. Si le es posible, conspire, porque todo esto no basta, y el gobierno todo el tiempo conspira contra usted. Ésta es una revolución de conciencias, para empezar. ¢

Desde la Huasteca-Totonacapan, México
7 de julio de 2012
“Sembremos justicia y el fruto será la paz”
Red Unidos por los Derechos Humanos

http://red-latina-sin-fronteras.lacoctelera.net/post/2012/07/16/mexico-nos-dejaremos-gobernar

DESCONOCEMOS A ENRIQUE PEÑA NIETO COMO PRESIDENTE

PRONUNCIAMIENTO DE LA RUDH (Red Unidos por los Derechos Humanos)

http://zapateando.wordpress.com/2012/07/20/declaracion-mundial-en-exigencia-de-la-liberacion-inmediata-de-francisco-santiz-lopez-y-alberto-patishtan-gomez/

Consulta “el volador”, prensa popular desde La Otra Campaña

http://elvolador.4shared.com/

http://anticapitalistasenlaotra.blogspot.com/

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